EM CRISTO SOMOS UMA NOVA MASSA
Reflexões Bíblicas sobre a Santa Ceia do Senhor
“Alimpai-vos, pois, do fermento velho, para que sejais uma nova massa, assim como estais sem fermento. Porque Cristo, nossa Páscoa, foi sacrificado por nós.”
(1Co 5:7).
A Páscoa era uma festa sagrada, celebrada na primavera. Essa festa relembrava o grande fato histórico da saída do povo de Israel da escravidão no Egito.
Essa festa foi um símbolo profético que, durante quatorze séculos, apontou para a vinda do Cordeiro de Deus e para a sua morte em expiação pelos nossos pecados.
Cristo é o nosso Cordeiro, a nossa Páscoa, o único meio de salvação eterna.
Cristo é o sacrifício perfeito.
INTRODUÇÃO
A Ceia do Senhor é uma das maiores ordenanças, oficializada como parte indispensável do culto cristão.
A recomendação bíblica é que a Ceia do Senhor seja celebrada pela Igreja de Cristo até que Ele venha, como um ato solene de comemoração da sua gloriosa morte e ressurreição.
A Ceia do Senhor foi instituída por ocasião da última Páscoa celebrada por Jesus com os seus discípulos, sendo esse acontecimento narrado nos Evangelhos (Mt 26:17-30; Mc 14:12-26; Lc 22:7-23; Jo 13).
Conceito de fermento
“E Jesus disse-lhes: Adverti e acautelai-vos do fermento dos fariseus e saduceus. Então compreenderam que não dissera que se guardassem do fermento do pão, mas da doutrina dos fariseus.” (Mt 16:6,12).
- Existe um agente (uma enzima, um organismo) capaz de provocar a fermentação: a levedura.
- Massa de farinha que, tendo azedado, provoca a fermentação em outra massa de pão quando a esta se mistura; levedura.
O fermento é considerado símbolo de pecado, orgulho, arrogância, corrupção, maldade, impureza e da velha massa levedada.
A massa fermentada não é algo puro, mas uma mistura envelhecida, à qual, muitas vezes, acrescenta-se outro elemento para provocar a fermentação.
O crente deve viver sem fermento
O crente não deve viver como massa fermentada, envolvido em pecados.
O servo do Senhor deve viver como uma nova massa em Cristo. Mesmo que cometamos pecados involuntários, Cristo conhece o nosso coração e está pronto para nos perdoar.
Por isso está escrito:
“Alimpai-vos, pois, do fermento velho, para que sejais uma nova massa, assim como estais sem fermento. Porque Cristo, nossa Páscoa, foi sacrificado por nós.” (1Co 5:7).
Em Cristo somos uma nova massa sem fermento
O apóstolo Paulo toma como exemplo a Páscoa do Antigo Testamento e faz um paralelo com a Igreja de Cristo. Ele nos exorta a sermos uma nova massa, sem fermento.
Paulo escreveu:
“Alimpai-vos, pois, do fermento velho, para que sejais uma nova massa, assim como estais sem fermento. Porque Cristo, nossa Páscoa, foi sacrificado por nós.” (1Co 5:7).
Portanto, todos os que estão em Cristo precisam estar livres do velho fermento.
Precisamos ser e viver como uma nova massa, sem as impurezas do velho fermento.
Porque o Senhor, como a nossa Páscoa, sacrificou-se por nós.
Jesus já sabia da traição de Judas e comentou com os seus discípulos:
“Sabeis que daqui a dois dias é a Páscoa; e o Filho do Homem será entregue para ser crucificado.” (Mt 26:2).
A TRANSIÇÃO DA ÚLTIMA PÁSCOA PARA A CEIA DO SENHOR
A Ceia do Senhor é narrada nos Evangelhos (Mt 26:17-30; Mc 14:12-26; Lc 22:7-23; Jo 13).
Paulo faz referência apenas à instituição da Ceia do Senhor (1Co 11:23-26).
A última Páscoa deu lugar à Ceia do Senhor, celebrada poucas horas antes da crucificação de Cristo, justamente no dia da preparação da Páscoa dos judeus (Jo 19:14).
Fato: a Igreja absorveu o significado da Páscoa do Antigo Testamento, porque Cristo, nossa Páscoa, foi sacrificado por nós (1Co 5:7).
A CEIA DO SENHOR COMO A NOVA ALIANÇA NO SEU SANGUE
A Ceia do Senhor simboliza a Nova Aliança firmada no sangue do Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo, conforme testemunhou João Batista:
“No dia seguinte, João viu Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.” (Jo 1:29).
Jesus proferiu um grandioso discurso, mas foi incompreendido pelo povo.
“Eu sou o pão da vida… Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém comer deste pão, viverá para sempre; e o pão que eu darei pela vida do mundo é a minha carne… Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia. Porque a minha carne verdadeiramente é comida, e o meu sangue verdadeiramente é bebida.” (Jo 6:48,51,54-55).
Jesus apresentava-se como o Pão Vivo que desceu do Céu.
Quem comer desse Pão e beber do seu sangue terá acesso à vida eterna.
É isso que fazemos ao participarmos da Ceia do Senhor.
Participamos dos benefícios da Nova Aliança e relembramos o seu glorioso sacrifício, consumado em sua morte triunfante na cruz.
Amém, Jesus!
Glórias ao Espírito Santo!
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Assim como Deus libertou o seu povo da escravidão no Egito, tirando-o com mão forte, Jesus, sendo o verdadeiro Cordeiro Pascal, também nos libertou do pecado, no qual vivíamos escravizados e distantes de Deus.
Hoje celebramos essa grande bênção por meio da Ceia do Senhor, em comunhão com nossos irmãos, lembrando-nos do sacrifício de Cristo e anunciando a sua morte até que Ele venha.
Que vivamos como uma nova massa, purificados do velho fermento, honrando o Senhor com uma vida santa, em constante comunhão com Ele e com a sua Igreja.
Me. Expedito Darcy da Silva – 13/08/2023